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  • História

    Situado na Zona da Mata Norte de Pernambuco, Ferreiros é um lugar de gente simpática e hospitaleira. O município tem cerca de 11.437 habitantes e faz limites com as cidades de Timbaúba, Camutanga, Itambé e Aliança.

    A origem do município se deu no século XIX, nas fronteiras de três propriedades rurais: o Sítio Ferreiros, o Engenho Bonfim e o Engenho Olho D’Água, onde existia um povoado conhecido por Carrapateiras. Esse nome se refere a uma mamona nativa que nascia nas terras desse povoado. Nesse lugar, residiam alguns ferreiros que concertavam e restauravam os equipamentos dos engenhos de açúcar da região. Em 1889, com a construção da capela de Nossa Senhora da Conceição o povoado foi crescendo lentamente. Essa vila compreendia apenas a rua que, hoje, se chama Rua Imaculada Conceição.

    No início do século XX, o povoado passou a ter um crescimento mais rápido com a chegada da construção do trecho da ferrovia que ligaria Timbaúba (PE) a Itabaiana (PB). Nesse período houve um crescimento na urbanização, pois acreditava-se que a estrada de ferro passaria pelo local. Dessa forma, muitos senhores de engenho da redondeza passaram a construir suas casas secundárias no povoado.

    Ferreiros nasceu junto com a habilidade dos artesãos da forja que se iludiram com a promessa de uma estrada de ferro. O povoado também cresceu com ajuda da aristocracia, pois a rua de baixo era destinada aos proprietários rurais e a rua de cima para os ferreiros que prestavam serviços aos engenhos e a todos os outros trabalhadores que ofereciam seus trabalhos aos moradores e viajantes que passavam pelo local.

    O distrito chamado de “Ferreiros” pertencia ao Município de Itambé e foi criado por uma lei de 16 de março de 1949. A emancipação do distrito só aconteceu em 20 de dezembro de 1963. Seu primeiro prefeito foi o pedreiro José Honório da Silva.

    Cultura

    Ferreiros é a terra dos grandes mestres e artesãos, que tem nas mãos a arte de fazer uma das melhores rabecas do nordeste. O município é conhecido como a terra da rabeca, mérito que já foi reconhecido por muitos músicos contemporâneos e mestres da cultura popular. A fabricação da Rabeca foi inserida na cultura local através do cavalo-marinho, folguedo que utiliza o instrumento em suas apresentações. Ferreiros tinha ilustres fabricantes de Rabeca entre eles Mestre Joaquim Grilo e Mestre Mauro de Prancha. Um dos mais populares era Manoel Severino Martins, mais conhecido como Mané Pitunga. Ele foi um hábil mestre construtor de rabecas. Hoje o munícipio tem três fabricantes de Rabeca: José Gomes da Silva (Mongó), Jorge Paiva da Silva (Mestre Jorge) e José Alexandre da Silva (Zé da Rabeca).

    A cidade também já teve vários tocadores de Rabeca entre eles Mestre Severino Pereira , Mané de Toli e Mestre Didui. O tocador mais famoso era Manoel Pereira, que tinha um vasto e diversificado repertório (forró, babau, cavalo-marinho, samba, valsa ciranda, coco de roda e carimbó). Ele aprendeu tocar rabeca aos 8 anos e com 14 anos de idade foi chamado para tocar cavalo-marinho e a partir daí tocou com Mestre Inácio Lucindo, Mestre Grimário, Mestre Duda Bilau, entre outros. Ele também já acompanhou a cantora Elba Ramalho em um dos seus shows. Em 1995 tocou no Primeiro Encontro dos Rabequeiros de Pernambuco, articulado pelo mestre Ariano Suassuna.

    Ferreiros também é caracterizada pela diversidades de folguedos, entre os quais se destacam os Maracatus do Baque Solto: Maracatu Aguia de Fogo do Mestre Djalma e o Maracatu Beija Flor do Mestre Zé Galdino. Além disso, a cidade tem, o babau, o frevo e a viola de improviso. A cidade também é o lar do Mestre Tindara, um ícone da cultura popular do munícipio e do fenômeno dos aboios em versos, Galego Aboaidor.

    Economia

    A economia da cidade está baseada na agroindústria da cana-de-açúcar, na agricultura familiar, no funcionalismo público e no comércio. Os principais produtos da agricultura são: inhame, batata doce, macaxeira, banana, feijão, fava e mandioca.

    Turismo/Artesanato

    Em Ferreiros , é possível desfrutar dos passeios pelos engenhos da região, como o Perori e o Guararema e também conhecer o Monte do Engenho Bebedouro. Dentro da cidade, ainda te casas em estilos coloniais que vale a pena conhecer. A Biblioteca Municipal de Ferreiros está instalada em um desses casarão. Vale a pena visitar esse espaço, que funciona na Rua Imaculada Conceição, de segunda a sexta, das 8h às 20h. O artesanato da cidade é bastante rico. É possível encontrar várias artesãs que trabalham com bordados, vagonite, ponto cruz, renda, crochê, tramas de cipó e pintura em tecido.

    Fontes:
    Revista Cidades
    Caderno de História de Ferreiros 1 – José Maria Tavares de Andrade
    História da Rabeca em Ferreiros – José Coelho de Lemos
    IBGE 2010 – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

    Serviços




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